Há dias um amigo confessava-me a estranha sensação de insegurança com que andava, sem perceber porquê, visto que a vida dele e a sua saúde não mostravam qualquer alteração. O caso não me teria preocupado particularmente, se não fosse a frequência com que alguns outros, em conversa, terem já abordado a questão de com eles se passar algo semelhante.
Ora nas minhas amizades não existem - sorte minha - grandes pessimistas. Há umas e uns mais cépticos em relação a determinados assuntos, mas nada, suponho eu, que justifique este pano de fundo.
Ora nas minhas amizades não existem - sorte minha - grandes pessimistas. Há umas e uns mais cépticos em relação a determinados assuntos, mas nada, suponho eu, que justifique este pano de fundo.
Cogitando sobre o assunto, a explicação que me parece mais plausível vem da demasiada atenção com que grande parte deles segue os noticiários e o futebol. É impossível, nas actuais circunstâncias, tal não acontecer. As desgraças no mundo e no país abrem a maioria dos telejornais e o futebol, essa alegria nacional, parece atingida por uma vaga de intempéries sucessivas. Até eu, que sou sportinguista, de vez em quando apanho uns sustos...mas vá lá não me deprimem!
Aconselhei este meu amigo a fazer uma pausa, a dar uma folga à inteligência, a ver os canais Fox que repetem dezenas de vezes os mesmos episódios, a fixar-se na gastronomia - além dos nacionais há uns na televisão francesa excelentes - e a cozinhar. Tudo, afinal, o que um homem não costuma fazer...
HSC
Aconselhei este meu amigo a fazer uma pausa, a dar uma folga à inteligência, a ver os canais Fox que repetem dezenas de vezes os mesmos episódios, a fixar-se na gastronomia - além dos nacionais há uns na televisão francesa excelentes - e a cozinhar. Tudo, afinal, o que um homem não costuma fazer...
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